Naquela Época…

Naquela época não havia grande diferença entre o Natal e a noite de Passagem de Ano. A minha mãe passava os últimos dias na cozinha a popularizar odores que enchiam a casa. Havia talvez menos gente na Passagem de Ano. A comida também era diferente. Menos doces. Menos comida de adulto. Mais petiscos. E o que eu adorava petiscos. Também se bebia mais. Não eu, que tinha direito ao mesmo copo de sumo de laranja da Superfresco no Natal e na Passagem de Ano, mas os meus pais diversificavam o que bebiam e que eu ia percebendo pelas diferentes garrafas que se iam abrindo. No Natal era mais o vinho tinto, de garrafas iguais que se iam despejando, umas atrás das outras, enquanto que na Passagem de Ano mudavam frequentemente de garrafa de tipo de bebida e as garrafas não eram bebidas até ao fim. Com excepção do espumante que vertia metade para o chão da sala, sobre a alcatifa que, anos mais tarde, seria toda levantada e o chão de madeira afagado até porque a alcatifa fazia mal à minha bronquite, e o resto era despejado pelas goelas dos meus pais, aos poucos, e a mim era dado a provar um pouco daquelas borbulhas que me faziam impressão no nariz e que jurei nunca vir a gostar. E a verdade é que não gosto muito de espumante. Mas chega a noite da Passagem de Ano e, se ainda estiver em pé, é que há anos em que não chego acordado à meia-noite, já para não falar das Passagens de Ano que faço agarrado ao lava-louças, a lavar a louça do jantar e a evitar falar com quem quer que seja com quem me incompatibilizei por qualquer motivo tão estúpido quanto sem sentido e do qual já nem sei a razão, despejo uma garrafa pelo gargalo e no final arroto sonora e satisfatoriamente para gáudio da criançada que por qualquer azar do destino por cá se encontre.
Naquela época ainda acreditava no Pai Natal, em unicórnios e na bondade do homem. Naquela altura tudo isto me parecia mágico.
Agora a magia termina quando a carteira fica vazia. E tão facilmente ela fica vazia.
Agora sento-me na varanda, uma mantinha por cima dos ombros, e aguardo o fogo-de-artifício que a câmara municipal faz questão de mandar do alto do castelo. Tenho um volume de cigarros e um pacote de dez litros de Capataz. Deve chegar até à meia-noite e mais alguns minutos a acompanhar o fogo-de-artifício pelo ano novo dentro. Depois vou deitar-me. Talvez já bêbado. A desejar que o ano que se abre seja melhor que o que se foi. E doze meses depois perceber que é sempre igual. É sempre tudo igual. A história repete-se. E a minha vida também.
Estou um velho chato e demente. No meu tempo é que era bom. No meu tempo, no tempo em que os meus pais é que tratavam de tudo e eu não precisava de ser nada mais que um miúdo traquina que os pais amavam mais que a vida, é que as Passagens de Ano eram boas.
Agora só quero que tudo passe o mais rápido possível para que a vida recupere o seu regular caminho igual, monótono e chato com que consigo lidar todos os dias.

[escrito directamente no facebook em 2019/12/31]

Na Cama Até ao Meio-Dia

Estamos os dois na cama. Na preguiça. É Domingo. Manhãzinha. Quer dizer, ainda não era meio-dia, hora a partir da qual já não é de bom tom estar na cama. Um homem fez-se para trabalhar, dizem. Não para estar na cama até ao meio-dia, continuam a dizer. Enfim, gente chata que não sabe apreciar as coisas boas da vida.
Há lá melhor que estar no quente da cama, num Domingo de manhã, a ouvir a chuva a cair lá fora, na rua, e sentir uns dedos suaves de uma mão quente, que não é nossa, a percorrer o nosso corpo nu que começa a ficar arrepiado?
Mas já divago.
Na verdade não há nada dessas coisas quase-sexuais a acontecer. As mãos dela estão cruzadas em cima do peito, como as minhas, aliás, enquanto olha para o tecto, como eu, a pensar no que fazer para o almoço se conseguir levantar-se. Eu sei isso porque ela perguntou-me O que é que queres almoçar? e eu respondi-lhe Não sei! O que tu quiseres! que tem sempre o condão de irritar o outro, o que faz a pergunta.
Ela não se irritou. Porque não se irrita com as minhas merdas. Ainda estamos na magia da segunda semana. Ainda não damos puns à frente um do outro. Ainda acreditamos em unicórnios e a vida em conjunto é bela e cheia de lantejoulas e purpurinas. As coisas talvez mudem um pouco passado mais um mês. Comigo costuma ser por volta de um / dois meses. Esse é o tempo suficiente para começarem a querer que eu lave os dentes antes de nos beijarmos e começarem a irritarem-se com os Hum!… que eu dou como resposta que, de início, é algo que as faz rir, sou um tipo com muita piada, um puto, dizem, que depois se transforma em criancinha mal-educada com quem não se consegue ter uma conversa.
Não, ainda não tínhamos chegado a essa altura. E por isso ela estava a pensar no que fazer para o almoço.
Ainda estamos no domínio do sonho, da vida é bela, da paixão. Do que fazer para agradar ao outro e o estômago é sempre um bom caminho.
Gosto tanto de ti. Eu também. Vamos para debaixo do edredão? Vamos, vamos! Que se foda o almoço!
Mas não vamos. O telemóvel dela toca. Alguém que não sabe que é Domingo e ainda de madrugada. Alguém que, obviamente, não está apaixonado nem sabe que há gente no mundo que está.
Quem será? pergunta ela antes de agarrar o telemóvel.
Quem será? penso eu.
Ela atende. Responde com monossílabos. Vejo a cara a ficar séria. Talvez um pouco branca para quem, como ela, não há muito tempo, estava rosadinha.
Vou já para aí! ouço-a dizer. Desliga o telemóvel. Afasta o edredão para o fundo da cama e salta para fora.
Percebo que se acabou o irmos para debaixo do edredão. Ela começa a vestir-se. Nem toma banho. Diz-me A minha mãe foi internada na UCI. Egoísta, sai-me assim, rápido, sem ter tempo de pensar E a tua irmã? E eu já sabia que a irmã não estava cá. Não estava na cidade. Se calhar nem estava no país. E mesmo que estivesse! penso.
Ela olha-me de lado, como quem diz Então?! É a minha mãe, pá! e acaba de vestir-se enquanto o Diabo esfrega um olho. Dá-me um beijo rápido e diz Depois digo alguma coisa.
Vejo-a sair do quarto. Ouço-lhe os passos rápidos a percorrerem a casa. A porta da rua a abrir e a fechar. E o silêncio.
Puxo o edredão para cima. Viro-me para o outro lado. Ouço a chuva a cair lá fora. Sinto-me bem no quentinho da cama, mesmo que sozinho. E sinto o sono a chegar. Não o contesto. Deixo-me ir.

[escrito directamente no facebook em 2019/11/10]

O Desperdício É um Crime

Estava um dia de merda. Um sol horrível a dizer-me Vai para a praia, pá! Vai para a praia!, e eu casmurro, que não, é Outono e já estou com a neura dos dias curtos com upgrade de fim-de-semana.
Estava, portanto, um dia de merda, com o sol a brilhar nas suaves e quentes ondas de São Pedro de Moel (disseram-me!) e eu fechado em casa por não acreditar no Pai Natal, em Unicórnios e que o sol se levanta antes do meio-dia em São Pedro de Moel (quando, a bem da verdade, são já quase três da tarde).
Estava, então, um dia de merda e eu fui fazer bolhinhas de sabão para a varanda. Soprava, soprava e elas nasciam-me à frente do nariz, voavam pela rua, tocadas a vento e iam morrer, felizes e contentes, em pequenos plocs na calçada portuguesa lá em baixo. Às vezes na cabeça de uma velha. Outras vezes na careca de um skin. Uma vez, uma vez só, no boné de um polícia das multas.
À minha frente, na varanda à minha frente, a minha vizinha fumava um cigarro encostada à porta da varanda e olhava-me com um olhar lânguido. E disse-me Estás a desperdiçar água! e eu respondi-lhe E tu estás a desperdiçar-te aí assim, sozinha e vestida. Ela não respondeu. Ficou a fumar o resto do cigarro enquanto continuava a olhar para mim. Acho que me avaliava. Depois entrou em casa.
Eu continuei a fazer bolhinhas de sabão. Lá em baixo um tipo escorregou no piso cheio de sabão. Deu três gritos, ninguém lhe ligou e foi-se embora.
E eu ouvi É uma pena desperdiçá-la! Olhei em frente e vi a minha vizinha, nua, com uma garrafa de vinho branco entre as pernas (estava a abrir a garrafa!).
Larguei o frasco das bolhinhas e desatei a correr, saí de casa, desci as escadas, cruzei a rua, abri a porta da rua do edifício em frente, subi as escadas e entrei em casa dela antes ainda de o frasco das bolhinhas chegar à calçada portuguesa, lá em baixo, debaixo da minha varanda. Eu moro num quarto andar.
A minha vizinha já tinha a garrafa de vinho branco aberta quando lá cheguei. Ela estava à porta da varanda, nua, a olhar para mim e a despejar o vinho por ela abaixo e disse É um crime desperdiçar este vinho!
Eu concordei.
E o dia melhorou bastante.

[escrito directamente no facebook em 2018/09/22]

Em Agosto Vi Zé Café & Guida

A festa era na aldeia. Naquela aldeia. Poderia ser noutra que em Agosto há festas todos os dias em diferentes aldeias, vilas, cidades e às vezes até se sobrepõem as festas porque é preciso agradar aos santos e santinhos todos e aos emigrantes filhos da terra que vêm cá construir as suas casas e pagar IMI e mais outros impostos que a Junta está necessitada, mas hoje era ali, naquela aldeia, no sopé da montanha, ao lado da Nacional 1. Pelo menos era o que tinha lido no cartaz publicitário à saída do InterMarché.
À entrada da aldeia fui recebido com decorações luminosas daquelas que se utilizam no Natal ou na Feira de Maio, com curvas, rectas, circunferências em espiral e unicórnios e o nome da terrinha em luzes brilhantes de tom amarelado.
Entrei pela aldeia e não vi nada. Estava deserta. Deserta de festa e de pessoas. Não havia vivalma na rua. Não havia barulho. Não havia luminosidade para além do pórtico de chegada. Um vazio.
Dei uma volta por umas ruas residenciais que se transformavam em estradas industriais. A aldeia confundia-se com a zona industrial. Por vezes com pouca luz. Ou nenhuma. Tornava-se assustador.
Não se passava nada.
Estava num buraco negro.
Dei voltas e mais voltas e descobri que a aldeia era essencialmente uma estrada comprida e segui-a em frente, passei pela igreja silenciosa e, quase no fim, quando a aldeia parecia misturar-se com a escuridão e dar lugar ao pinhal, lá surgiu o clube recreativo e cultural, mais umas luzinhas coloridas, festivas e o som da festa, do baile, do concerto, a dar colorido ao cheiro a bifanas, frango assado e à filhós que acompanhava o café da avó.
Quando cheguei já Zé Café & Guida estavam em cima do palco. Cantavam um dos seus hits que falava de amor, desamor, lágrimas e alegria. O Zé Café agarrado ao órgão eléctrico. A Guida de microfone na mão, às vezes no suporte, ia carregando o dedo no iPad que estava espetado no aparelhómetro do órgão.
Meia dúzia de pares dançava em frente à boca do palco. Ele com ela e ela com ela. Mães e filhas. Irmãs. Não havia muito mais a dar pezinhos de dança. O resto das gentes estava espalhado pelas barracas de repasto, sentados em cadeiras de plástico a comer e a beber.
No fim da música a Guida chamou ao palco a Leonor, a filha pequenina, aí dos seus dez anos, que foi interpretar uma música chamada Mariana e mais tarde uma outra da qual esqueci o nome, mas que era cantada em português do Brasil com um belo sotaque carioca.
Três músicas mais à frente e o baile foi interrompido por dois tipos que apareceram a dar murros um ao outro. Chegaram outras pessoas a tentar separá-los, e alguns acabaram também por se engalfinhar. Havia sangue a voar. A Guida parou de cantar e agarrou na filha ao colo. O Zé Café continuou a tocar um muzak para ver se entretinha a besta do apocalipse. Ouvia-se gritos. Palavras feias. Cheguei-me para um lado. Afastei-me da confusão. Histórias de gajas. Gajas com gajos. Traições, ou nem isso. Simplesmente ciúmes. Há gajos assim. Ciumentos. E gajas também assim, namoradeiras.
O Zé Café parou a música. A confusão agora era total. Homens, mulheres e crianças estavam no meio da barafunda. Alguns dos homens batiam-se a sério. Vi uma navalha. Vi sangue. Vi um nariz partido. Vi uns dentes a rasgar uma orelha. Só não vi a polícia.
Saí dali. Entrei no carro e voltei à Nacional. Pensei em ir ao Bigodes comer uma sopa, mas achei que precisava era de ir para casa, fumar um cigarro e dormir. Amanhã havia outra festa. E eu comecei a tomar-lhe o gosto.

[escrito directamente no facebook em 2018/08/14]

Sozinho, em Silêncio e na Penumbra

Todas as semanas a história repete-se.
Chego a Sexta-feira cheio de esperança de um fim-de-semana memorável, retemperador, final do tédio semanal e princípio de qualquer coisa de muito interessante que irá mudar a minha vida para sempre.
Não sei se é por ser dia de Euromilhões. Se é por começar mais uma jornada da Primeira Liga. Ou se é por toda a gente estar preparada para se embebedar, ir dançar a uma discoteca e arranjar um engate de última hora. Não sei. Nunca ganhei o Euromilhões e, na maior parte das Sextas-feiras esqueço-me de ir registar o boletim ou, se me lembro, não tenho dinheiro para o jogo. O Campeonato não me interessa. Só me interessa os jogos do Benfica. E o dançar, o beber, o beber até cair e cair nos braços de uma beldade dançante toda transpirada e de boca adocicada dos Pisang Ambon e dos Campari – sim, sou um filho dos anos ’70 –, não me interessa. Desde há muito tempo que deixei de acreditar no Pai Natal, no coelhinho da Páscoa e nos unicórnios. Sim, gosto de música. E de dançar. Mas é tão difícil fazê-lo sentado no sofá.
E sim, é no sofá que acabo por terminar todos os fins-de-semana que desejava memoráveis.
O tédio semanal prolonga-se pelo Sábado e Domingo. Abre as portas à má disposição e à casmurrice. Por vezes chega na companhia das enxaquecas e depois só me resta ficar sozinho. Sozinho e em silêncio. Sozinho, em silêncio e na penumbra.
E até que acabo por gostar.
Não ter de falar com ninguém.
Não ter de ouvir alguém. Alguém que não pára de falar e de lançar ideias e desejos e fantasias e que descreve o rol semanal do seu fantástico trabalho onde desenvolveu projectos e alavancou programas e ganhou rios de dinheiro e comprou tudo e mais alguma coisa e comeu do bom e do melhor e fez e aconteceu e marcou e conheceu mulheres interessantíssimas cujo nome esqueceu mal virou na primeira esquina a caminho de casa, da mulher e dos filhos e nunca, nunca perguntou se precisavas de alguma coisa.
E, depois, posso fazer isto: agarrar num cigarro, acendê-lo e fumá-lo sem estar a violar não-sei-quantas-leis-ou-regras que a saúde vem primeiro, principalmente se não for necessário mandar ninguém para o fundo de uma mina, nem vender comida feita de gordura e restos, cheias de hormonas e químicos. E que bem me sabe fumar um cigarro. Fumá-lo quando me apetece. E onde me apetece.
Estar em casa sentado no sofá, eu e a minha rabugice, a fumar um cigarro sem ninguém a olhar-me de lado ou a discutir comigo a liberdade dos outros. Mesmo que depois tenha de me levantar para abrir a janela da sala. Porque não gosto do cheiro frio do tabaco.

[escrito directamente no facebook em 2018/03/02]

O Amor… Que Vai e Vem

…sobreviver ao Natal, esta festa cristã que a economia conseguiu pôr a render mais que qualquer outra festa e que leva inclusivamente a olhar de lado quem não sente nenhuma empatia por este lufa-lufa entre lojas, umas mais caras outras mais baratas, à procura de coisas para oferecer, tendo o cuidado de pedir o sacro-santo talão de troca porque já se sabe que quem dá, dá uma coisa qualquer, comprada sem o mínimo de sentido e muito menos objectivo, e quem recebe acha que merecia outra coisa bem melhor ou mais de acordo com o estatuto género raça ou credo e a roupa não é prenda e os pares de meias e a caixa de Ferrero-Rocher que andam há anos de casa em casa sem nunca encontrarem abrigo, mas é estranho que este ano nem um Ferrero-Rocher franqueou as portas de minha casa, e que deve ter algum significado mas não quero agora pensar nisto até porque o que importa é a orgia do bacalhau com as couves e o polvo e o peru e o cabrito, quando não é borrego, e o camarão que agora é quase de graça comprado nos supermercados e já nem é preciso acordar de madrugada nem andar à tareia com alguém da fila, porque já não há fila para o comprar, regado a um qualquer vinho, este sim, caro, com um bom rótulo porque vai à mesa e é preciso impressionar, como impressionante foi ver que todas as estradas da cidade iam dar ao Shopping, a abarrotar pelas costuras com gente que se passeia, e também compra, depois de enfrentar filas de trânsito de horas, enquanto a cidade fica deserta, definha e é palco de actividades lúdicas e populares o suficiente para trazer cá para dentro quem cá não vive porque as pessoas que habitam a zona velha devem ter o hotel pago durante estas eternas festividades que infestam esta zona de tanto barulho que não deve haver gente que resista a estas terapias de choque de alegria a todo o custo e, ainda mal refeitas desta loucura natalícia, que muitos já esqueceram o que celebra e, como já disse lá em cima no texto ostraciza quem não acredita no Pai Natal, nos unicórnios, em princesas da Disney nem príncipes de cavalo branco que os divórcios dos pais ajudaram a esquecer, ganha-se pedalada para a Passagem de Ano onde os foliões vão gastar as energias do ano passado e as do seguinte, entrando já neste novo ano em deficit, mas muito alegres e contentes que o que é preciso é esta alienação da vida, não é preciso ler, estudar, aprender, discutir, perceber, o que é necessário é competir, ser melhor, ir mais longe, ganhar e depois extravasar tudo no vómito de uma festa de Passagem de Ano como se nos preparasse para as tristezas que o novo ano nos traz mas que, ansiosamente acreditamos que seja melhor que o outro e desta é que é e é agora que a humanidade muda e que as pessoas largam o livro de cheques e o cartão de crédito e vão finalmente abraçar-se umas às outras e dar mimo e colo que é, afinal, o que todos nós andamos à procura mesmo quando estudamos a física-quântica: o amor, o raio que o parta do amor que vai… e vem…

[escrito para o Jornal de Leiria em 2017/12/28]