Fazer um Reset e Começar de Novo, mas Agora em Bom

Eu descia todos os dias lá de cima do bairro para ir ter com ela ao bairro lá em baixo.
Fazia aqueles quase dois quilómetros a descer a voar, e mesmo quando regressava, e tinha de os subir, não lhe dava pela dificuldade, pela lonjura nem pelo tempo que passava a dar às pernas para estar alguns momentos com ela. Em dias de chuva. Em dias de frio. Em dias de calor e sol de torrar.
Chegava lá abaixo, sentava-me no muro em frente ao prédio dela e esperava. Esperava que ela me visse da janela do quarto ou da janela da sala. Depois esperava que ela viesse ter comigo. Que descesse de elevador. Que abrisse a porta da rua. Que me fizesse um sinal para ir ter com ela, e não ela comigo, para que o pai não nos visse juntos, lá de cima da janela da sala, enquanto fumava um cigarro a acompanhar o café de cevada que bebia sempre depois de almoço. A mãe já sabia. As mães sabem sempre e sabem logo. Até já tínhamos ido à praia os três. Os quatro, quando o irmão dela também foi. Mas o pai… Ah, o pai era outra conversa. Ela era a filhinha.
Dávamos um beijo. Um leve roçar dos lábios. Os meus nos dela. Cheirava-lhe o perfume que lhe tinha dado pelo Natal. Dávamos as mãos. As minhas começavam logo a transpirar de ansiedade. Ela sorria. Seguíamos por baixo das varandas, junto aos prédios do bairro, e íamos para o terreno baldio que havia na periferia do bairro. Íamos até à árvore que lá havia. Subíamos às suas braças e olhávamos o castelo, ou ficávamos em baixo, sentados no chão, rabo na erva, as costas no tronco da árvore, a falar. Muito falávamos nós. Eu contava-lhe dos novos grupos que ia conhecendo e que quase mais ninguém conhecia. Falava-lhe das letras das músicas. O que elas diziam. O que elas queriam dizer. O que eu achava que elas queriam dizer. Ela contava-me dos livros que lia. Dos livros que andava a ler. Sempre mais que um ao mesmo tempo. Às vezes trazia-me um. Lê, dizia. E eu lia. Depois falávamos do livro. Discutíamos. Às vezes acabávamos zangados. Eu ia para casa e à noite fazia uma MixTape com as melhores músicas do mundo e levava-a no dia seguinte. E fazíamos as pazes. O que eu gostava de fazer as pazes!
Esculpi os nossos nomes no tronco da árvore. Esculpi um coração trespassado pela seta de Cupido.
Partilhámos palmiers recheados. Bolos da festa que partíamos ao meio e cada um levava uma metade para casa. A minha metade não chegava a casa que eu devorava-a toda na subida que fazia depois de a deixar.
Um dia chegaram as férias de Verão. Ela foi para um lado. Eu fui para outro. Ela chegou diferente. Eu também.
Nunca mais voltei ao terreno baldio.
Anos mas tarde encontrei-a por puro acaso numa cidade que não era de nenhum de nós. Ela tinha ido a uma reunião. Eu… Eu estava de passagem. Estou sempre de passagem. Bebemos um café. Falou-me dela. Três filhos, entre os vinte e os vinte e cinco anos. Divorciada. O ex-marido era oficial da marinha mercante. Andava sempre no mar. Em viagem. Um dia não voltou. Nunca lhe disse nada. Um dia chegaram, pelo correio, os papéis do divórcio. E foi só. Era funcionária pública. Alto quadro. Bom salário. Uma vida tranquila. Mas já não tinha tempo para ler. E ainda tinha de cuidar dos filhos, coitados. Não sabem fazer nada sem ela. Ainda estão todos por casa. A estudar, mas por casa. Ouve música na rádio. Não liga a nomes. Filmes no vídeo-clube do cabo mas, regra geral, adormece no genérico inicial.
Mas estão, e tu?! Fala-me de ti!, disse.
E eu não sabia o que lhe dizer. O que é que eu tinha para contar? Que vida é que eu tinha para lhe contar? Que também já não era nada do que tinha sido? Que tudo tinha morrido algures, nem sabia bem onde nem como nem porquê? Que eu estava sempre de passagem? Estava sempre de passagem entre lugares nenhuns?
Despedi-me dela. Tenho pressa!, disse-lhe. Desculpa!, pedi. Temos de nos encontrar um dia destes. Uma noite destas. Vamos jantar, menti.
E fui embora.
E enquanto ia embora, levava todo o vazio da minha vida. Um vazio que se torna tão pesado quando não sabemos dizer a alguém que já nos foi tão próximo, o que é que fizemos com toda esta vida que tínhamos para viver,
Naquela altura gostava de ser uma aplicação. Fazer um reset à minha vida. Começar tudo de novo. Mas agora em bom.

[escrito directamente no facebook em 2019/06/25]

O Homem que Vivia Duas Vidas

Naquele tempo eu vivia num pequeno quarto acanhado na Estrada de Benfica, ali para os lados do Arabesco.
Era um quarto assim mais para o comprido e muito estreito. Na verdade, o quarto era metade de uma antiga sala que o senhorio dividiu para poder alugar quartos a estudantes. A gajos assim como eu sem dinheiro para grandes mordomias.
A cama, que na verdade era um divã, ficava num canto sobre o comprido do quarto, com a cabeceira encostada à parede da rua. Isto era num rés-do-chão. Às vezes parecia que as pessoas que passavam na rua estavam dentro do meu quarto, dentro da minha cama, dentro de mim.
Aos pés da cama tinha uma pequena secretária com um banco que enfiava todos os dias debaixo da secretária. Ao lado da secretária, a caminho da porta do quarto, um pequeno baú onde guardava as cuecas e as meias. O resto da roupa estava empilhada em cima da secretária e encostada à parede do outro lado do quarto. As pilhas de roupa faziam companhia às pilhas de livros. Debaixo da cama tinha um cinzeiro. Estava sempre a limpar o cinzeiro. Não gostava do cheiro do tabaco frio. Fumava na cama. E não gostava de fumar na cama. Mas o meu quarto também era a minha sala. A alternativa era ir fumar para a cozinha. Mas aí tinha de partilhar espaço e conversa com os outros inquilinos da casa e o senhorio que, durante a semana, vivia lá. Ao fim-de-semana ia não-sei-para-onde. Mas nunca estava lá. Ia embora à Sexta-feira. Voltava no Domingo à noite. Às vezes à Segunda-feira de manhã.
Foi na minha última semana lá em casa que a conheci.
Tinha saído na Sexta-feira à noite. Andei pelo Bairro Alto. Fui ao Estádio. Ninguém conhecido. Agarrei-me aos flippers. Fui gastando as moedas que tinha no bolso. Na última moeda fiz tilt. Fiquei furioso. Dei uma pancada com força na máquina. Esticaram-me um charro e disseram Acalma-te aí, man! Uma voz de rapariga. Era ela. Passei o resto da noite a entrar e sair de portas no Bairro Alto. A bebedeira ainda nos levou ao Cais do Sodré. Mas durámos pouco por lá. Perguntei-lhe Queres vir lá a casa? E ela disse Yeah!.
Subimos a Rua do Alecrim à procura de táxi. Chegámos a casa. Entrámos no quarto. Entrámos na cama que era um divã. Ela ficou com os pés fora da cama. Foi então que me apercebi que ela era grande. Maior que eu.
Adormecemos os dois agarrados um-ao-outro para não tombarmos no chão. Passámos assim o Sábado. Passámos assim o Domingo. Não comemos. Fumámos cigarros e virámos uma garrafa de Brandy Croft que tinha lá debaixo da secretária. Só saíamos do quarto para ir à casa-de-banho.
Eu acabei por arranjar uma vela que acendi para camuflar o cheiro do tabaco. Não era uma vela de cheiro. Acho que nem havia velas de cheiro naquela altura. Ou eu não as conhecia. Era uma vela daquelas para iluminar a casa quando faltava energia. Estava em cima da secretária.
Foi no princípio da noite de Domingo que aconteceu. Estávamos na cama. No divã. Eu estava em cima dela. Dentro dela. Ela estava com os pés fora da cama. Era grande. Maior que eu. E num momento de maior emoção, deu um esticão com as pernas e bateu na secretária. A secretária abanou. Deitou a vela abaixo. Mas a vela não se apagou. Só demos por ela quando nos cheirou a queimado. Eu ergui a cabeça e vi umas pequenas chamas. A secretária estava a arder. Eu levantei-me. Ela levantou-se. Ela saiu pela porta do quarto. Nua. Foi a correr à cozinha. Eu, nu, pus-me a mijar para cima da secretária. Para apagar as chamas. Quando ela voltou para o quarto, nua, com uma tigela com água para despejar na secretária, cruzou-se com o senhorio, que já tinha regressado a casa.
Ela parou à frente dele.
Ele olhou-a admirado.
Eu tinha acabado de mijar sobre as chamas da secretária e olhei para eles os dois.
Ela disse Olá, pai.
Ele disse Olá.
Eu sacudi-me. Ela entrou no quarto e começou a vestir-se. O senhorio virou-se para mim e disse Vais-te embora. Hoje, e voltou para o quarto dele.
Eu senti-me um bocado perdido. Acabei por me vestir, também. Acabei por sair com ela. Entrámos no Viriato, um pequeno restaurante que havia lá ao pé de casa. Sentia-me com muita fome. Ela também. Pedi um bitoque. Ela também. Mas o dela sem ovo. Bebemos cerveja. E, então, ela contou-me.
Aquele homem, o meu senhorio, era o pai dela. Era o pai dela durante os fins-de-semana. Os fins-de-semana que passava lá em casa. Com a mãe. Com o irmão. Durante a semana era suposto andar a viajar. Caixeiro viajante. O pai era representante de uma marca de tintas e passava a vida na estrada a mostrar o produto que vendia. Atender clientes. Dar apoio. Logística. Afinal, era mentira. Afinal durante a semana era senhorio de uma casa onde alugava quartos a jovens estudantes.
Eu saí de casa ainda durante aquela noite. Subi três andares e fui para casa de um vizinho que conhecia. Duas semanas depois fui dividir um apartamento com mais três amigos da Faculdade.
Ainda andei alguns meses com ela. Depois fui passar uma Queima-das-Fitas a Coimbra e nunca mais regressei a Lisboa. Desisti do curso. Tornei-me DJ em Coimbra, e por lá fiquei.
Lembrei-me hoje desta minha aventura ao ler na revista Visão a história de um homem que tinha duas famílias. Duas famílias simétricas. Duas mulheres. Uma loura. Outra morena. Um casal de filhos de cada mulher. De idades similares.
O pai dela não tinha duas famílias. Mas vivia duas vidas. Não sei como é que elas terminaram. Nem se terminaram. Nunca mais a vi. Nem a ela nem o pai dela.

[escrito directamente no facebook em 2019/03/21]

Eu Sou o Filho, Eu Sou o Pai

Dia do Pai.
Onde está o meu? Onde estou eu?
Dia do Pai e estou aqui. Estou sentado. Estou sentado a um balcão. Tenho um espelho à minha frente. Um espelho meio tapado pelas garrafas. Um espelho meio despelhado pela queda do metal ou da prata que quebra o vidro e o faz, faria! reflectir.
Vejo-me mal. Uma curvas. Uma silhueta. Sou mesmo eu? Reconheço-me no meio da desfaçatez de um espelho velho e gasto?
Esse sou eu! Talvez.
Não sei onde está o meu Pai. Já o procurei entre as estrelas e não o encontro. Uso óculos. Preciso de lentes mais fortes. Lentes de fundo de garrafa de vinho tinto forjado no terroir alentejano. Lentes que desbravem o cosmos. A alma. A vida e a morte.
Não sei onde estou eu próprio. Eu fugido. Eu Pai.
Estou aqui, sentado ao balcão a tentar descobrir-me num espelho que já não espelha. Tenho um copo vazio à minha frente. Cheio. De novo vazio. Cheio outra vez. Vazio de novo.
Isto é um jogo.
A Cabra-Cega que não vê. A Apanhada que não agarra. As Escondidas que finge que não encontra. Mas sabe. Sabe onde está. Mas não diz. Não vê. Não quer saber.
Mas quer. Quer saber. Mas não sabe como.
Onde está o meu Pai? Onde estou eu?
Porque fugi? Não foi dele. Deles. Foi de mim. Mas não sei porquê. Ou sei. Sei mas não quero saber.
O copo continua cheio. E vazio. E de novo cheio.
Vejo-me ao espelho. Mas não me vejo.
É um jogo.
Tiro o revólver do cós das calças e coloco-o em cima do balcão.
É o dia do Pai.
Onde está o meu?
Onde estou eu?
Bebo do copo cheio. Fica vazio.
Estou ao balcão. Não sei quanto tempo vou ficar aqui. Não sei se quero ficar aqui. Nem sei se quero ir embora. Não sei nada. Não quero saber nada.
Só queria não ser nada. Não ser Pai. Nem ser Filho. Nem Irmão. Nem ser Eu.
Pego no revólver. Pego no revólver e faço girar o tambor. Tem balas, o revólver?
Olho o revólver na minha mão. O tambor a girar. E penso que tenho na minha mão a minha vida; E penso que tenho na minha mão o disco dos Beatles.
Tomorrow Never Knows. E é isto. Amanhã logo se vê. Porque não agora?
E o tambor do revólver gira. Gira no revólver. Não sei se o tambor tem balas. Não sei já o que tenho na mão. Se a minha vida. O amanhã. Todo o lado.
Onde é que está o meu Pai?
Onde é que estou eu?
E tu? E vocês?
Pode isto acabar bem?

[escrito directamente no facebook em 2019/03/19]

Era Novo e Masturbava-me à Janela

Costumava masturbar-me à janela. A olhar a janela em frente. A janela da casa em frente. A janela do quarto de M. Masturbava-me a ver M. despir-se. A ver M. vestir-se. A ver M. levantar-se de manhã. A ver M. deitar-se à noite. A ir sonâmbula à casa-de-banho. A vir do banho. E quando lá estava com o namorado. Os dois. Os dois deitados na pequena cama dela. Quando ele lhe colocava a mão por dentro da camisola. E ela, mais descarada, lhe desapertava as calças. E eu via. Via tudo. E masturbava-me.
Eu devia andar pelos 14 anos. Ela devia já ter 17. Acho. Era mais velha que eu. Bem mais velha.
Naquela altura masturbava-me muito. Quase todos os dias. Várias vezes por dia. Quando não via M. bastava pensar nela.
M. foi a minha primeira paixão.
Éramos vizinhos. Eu e o irmão dela éramos amigos. Grandes amigos. Durante um grande período, acho mesmo que fomos os melhores amigos.
Mas M. nunca me ligou nenhuma. Eu era o puto da casa do lado. O amigo do irmão. E M. era uma espécie de namoradinha da escola de quem toda a gente gostava. Era muito bonita. Um cabelo castanho claro, que o sol mudava a seu bel-prazer. Uma pele branquinha, quase transparente. Os lábios grossos e brilhantes, cheios de gloss. Atleta da equipa de ginástica da escola. Ganhou vários prémios. E era boa aluna. Bem melhor que eu.
M. namorou durante bastante tempo com aquele namorado. O primeiro com quem a vi na cama. Acho que durou todo um ano lectivo. Depois acabou. As férias mataram o namoro. A partir daí, M. mudava bastante de namorado. Às vezes o namoro não passava de uma noite. Uma noite caída naquela cama que eu via.
M. passou por um período complicado. Deixou a equipa de ginástica. Baixou as notas. Discussões diárias com os pais. Eu ouvia tudo em casa. No meu quarto.
Foi aí que deixei de olhar pela janela. Pelo menos à procura da janela dela. Pelo menos à procura dela.
Conheci a Gina. Alimentou os meus sonhos eróticos durante muito tempo.
M. acabou por ir para a faculdade. Anos mais tarde, eu também fui. Deixei de a ver.
Tive namoradas. Algumas. Casei. Divorciei-me.
Nunca mais vi M.
De vez em quando, ainda me lembro dela, vista à distância de uma janela para outra, e ainda me excito. E lá tenho eu de me masturbar.
Não sei se devo abordar este assunto com a psicóloga.

[escrito directamente no facebook em 2019/01/16]

O Poço da Morte

Voltaram as dores de cabeça. Volta-não-volta, elas estão aí. E parece que regressam mais violentas. Hoje consegui descortinar um ponto no meio da cabeça, equidistante, de onde parecia vir toda a dor que me obrigava a fechar olhos e fazia sentir uma enorme vontade de vomitar.
Tomei Brufen 600. Ben-U-Ron 1000. Aspirina MicroActive. Zaldiar. Ben-U-Ron Caff. Clonix. Dois Nespresso. E quase um litro de café da avó. Alguma coisa havia de resultar. Acabei a vomitar.
Mais aliviado, saí da casa. Fui soltar o cão e mandei-o ir chatear os cães das redondezas. Eu fiquei sentado ao sol. Se calhar não foi boa ideia. Mas na altura, foi o que me apeteceu fazer.
Sentei-me no muro do poço a fumar um cigarro.
Ouvia os cães da vizinhança a ladrar. Estavam a ladrar ao cão.
Há muitos anos, um amigo meu morreu num poço assim, como este. Andava a brincar com o irmão e caiu. Num poço mais ou menos como este. Com água. Morreu. Não sei se da queda, se afogado. Não me lembro. Não sei se alguma vez soube. O irmão nunca mais foi o mesmo. Deixei de o ver. A mãe deles deixou de sair de casa.
Fui até à estrada ver se via do cão. Continuava a ouvir ladrar.
Caminhei um pouco ao longo da estrada. Depois parei. À minha frente, a atravessar a estrada, um comboio de lagartas. Aquelas lagartas nojentas do pinheiro. Acho que se chamam processionárias. Que raio de nome. Baixei-me. Olhei para elas. Mas à distância. Parecem ter uma carapaça. Levantei-me e com o pé, juntei-as todas numa roda. Depois deitei-lhes fogo. Elas começaram a arder. Fiquei a vê-las a arder. Pensei que era horrível, o que estava a fazer. Mas já estava feito. Já tinham ardido. Era já tarde para estar com merdas.
Vi o cão ao cimo da rua. Chamei-o. Assobiei. O cão veio a correr para mim, mas depois contornou-me e continuou estrada fora.
Voltei para casa.
Voltei a sentar-me no muro do poço.
Voltei a fumar um cigarro.
Comecei a pensar se as dores de cabeça não seria por causa do tabaco. Olhei para o cigarro. Não! Que estupidez!
Tocou o telemóvel. Atendi. Ouvi. Foda-se!
O cão acabou de matar uma ovelha. Tenho de lá ir buscá-lo. Tenho de pagar a ovelha. Tenho de dar uma coça ao cão. Talvez mandá-lo para o fundo do poço.
Cabrão!
Se calhar são estas coisas que me provocam as dores de cabeça. Os problemas.
Tenho de arranjar uma gaja.
Acho que está a começar a doer-me a cabeça. Outra vez.

[escrito directamente no facebook em 2019/01/12]