São os Livros que Me Salvam do Suicídio (mas Não Só)

Um monte de caixotes estava espalhado pela sala. Continham livros. Muito livros. Os caixotes levavam ou traziam os livros? E que importava?
Sentei-me no meio deles. Dos caixotes. E fui pegando em livros. E fui lendo pedaços soltos, de um, de outro. Tal como fazia com a poesia. Ao calha. Um livro qualquer, aberto à sorte, e deixar-me devorar pelas suas palavras, pelos seus milhares de sentidos, e deixar-me apaixonar pelas suas paixões e desejar os seus desejos e sonhar as suas estórias.
No meio da solidão daquela sala vazia, mas cheia, encontrei toda a companhia necessária para não desfazer a cabeça em merda com os comprimidos para dormir ou a bala do revólver.
E pensei, entre uma página e outra, que enquanto tiver livros, não terei medo da vida. Mesmo que esteja pejada de pessoas.

[escrito directamente no facebook em 2017/08/09]

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