O Amor

Cheguei a casa depois de uma fuga aos inúmeros eventos da cidade. Uma passagem rápida pelos ultracongelados do supermercado e cruzo, finalmente, a entrada.
Sentado à mesa, ouço-a. Rasga, mói, tritura. Um barulho nhec, nhec, nhec, que se repete e repete e repete. Rasga, mói, tritura. Fico parado a olhá-la. A ouvi-la. A sua velhice que é também a sua criancice. Ela vê que estou a olhá-la e pergunta O que foi?, e respondo com um sorriso rasgado, enquanto me sobem as lágrimas aos olhos pensando que é impossível não a amar.

[escrito directamente no facebook em 2017/07/08]

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